A escolha dos produtos que serão vendidos em um comércio eletrônico não é uma decisão fácil. Ela deve ser baseada nas características do mercado, do segmento e do público-alvo. Mas, além disso, também precisa ser pensada com base na qualidade dos itens, justamente para satisfazer os clientes e torná-los fiéis.

O que pouca gente sabe é que é possível criar uma loja virtual sem estoque. É isso mesmo! Nem todo comércio eletrônico precisa ter almoxarifado e fazer a gestão dos itens que entram e saem. Se você quer saber mais sobre como criar loja virtual sem estoque, continue lendo! Aqui apresentaremos 7 passos simples e infalíveis.

É possível abrir uma loja online sem ter estoque?

Em primeiro lugar, não podemos confundir loja virtual sem estoque com loja virtual sem produto. É claro que um e-commerce que trabalha sem estoque conta com posicionamento de mercado e com a oferta de produtos alinhados com as características da sua loja.

No entanto, ao criar loja virtual sem estoque, o empreendedor trabalha em parceria com o seu fornecedor, que pode enviar os produtos para o gestor do e-commerce ou, dependendo do caso, direto para o endereço do consumidor. 

Como funciona uma loja virtual sem estoque?

Pelos olhos do consumidor, uma loja virtual sem estoque funciona da mesma maneira que uma loja virtual com estoque. Inclusive, muitos clientes nem sabem se a loja onde estão realizando as compras trabalham com produtos armazenados ou se contam com o estoque dos fornecedores.

Já para o lojista, a loja virtual sem estoque funciona de maneira distinta, uma vez que não é necessário gerir a logística do negócio e nem controlar os produtos para saber se é necessário pedir reposição ao fornecedor. Por outro lado, é fundamental contar com fornecedores ágeis e que cumpram com o combinado num prazo satisfatório.

Quais são as vantagens de criar loja virtual sem estoque?

Como você pode imaginar, criar loja virtual sem estoque oferece algumas vantagens para o gestor do e-commerce. Se você está em fase de planejamento de loja virtual e quer saber mais sobre essa modalidade, veja aqui os pontos positivos:

Não há necessidade de armazenamento, embalagem ou remessa

Uma loja virtual sem estoque não precisa se preocupar em gerenciar o almoxarifado e nem em embalar e enviar os produtos para o endereço dos consumidores. Na maior parte das vezes, isso é feito direto pelo fornecedor, que é acionado após a concretização da venda.

Fornecedor é responsável por enviar as informações necessárias

Como falamos, o fornecedor é a pessoa responsável pelo envio da encomenda para o endereço do consumidor. Em geral, ele informa o código de rastreio da transportadora ou dos Correios para que o vendedor possa informar o cliente. Isso dá mais credibilidade ao processo de venda e permite que o cliente acompanhe o trajeto da encomenda.

É necessário pagar apenas pelos itens vendidos

Aqui entra um ponto crucial das vendas sem estoque: o empreendedor não precisa investir em uma quantidade de produtos inicial, sem ter garantia se conseguirá vendê-las. No e-commerce sem estoque, o lojista paga apenas pelos itens vendidos. Ou seja, risco zero.

Maior credibilidade e confiança

A credibilidade de um comércio eletrônico sem estoque depende principalmente das parcerias feitas entre o empreendedor e o fornecedor. Essa relação deve ser de confiança, com a garantia de que o cliente receberá o produto num curto prazo de tempo e em excelentes condições.

Flexibilidade no preço final

Por fim, a venda sem estoque proporciona flexibilidade no preço final justamente porque o empreendedor não precisa recuperar o valor investido em estoque. Isso dá mais fôlego ao negócio e permite que o responsável pela loja virtual invista o valor em capital de giro, por exemplo.

Como vender online sem estoque?

Como você pode ver, a venda em loja virtual sem estoque é possível e apresenta vantagens para o vendedor. Sabendo disso, vamos apresentar algumas modalidades de vendas em que não é preciso armazenar produtos em almoxarifado e nem gerir as quantidades. Confira aqui: 

Dropshipping

Você já ouviu falar em dropshipping? Nem todo mundo sabe, mas muitas lojas virtuais operam desta maneira! Nesse formato, o gestor da loja virtual é responsável pela divulgação e pela venda dos produtos, mas não se envolve com o armazenamento e o envio dos itens.
Quem faz isso é o fornecedor, que trabalha em parceria com o lojista. Desta forma, sempre que uma venda é concretizada no e-commerce, o empreendedor entra em contato com o fornecedor e realiza a compra do item, passando os dados de entrega do consumidor. 

Venda just in time

A venda just in time também é conhecida como produção sob demanda, que  pode ser feita pelo próprio lojista ou por um fornecedor parceiro. Nessa modalidade, o produto é criado apenas depois de a venda ter sido concretizada. A loja deve ser transparente com o consumidor sobre essa questão, até porque o prazo de entrega costuma ser estendido.

Essa modalidade é bastante usada por artesãos que criam uma vitrine com os seus produtos, mas não fazem grande quantidade para estocar. A produção seguinte depende da encomenda que, inclusive, permite a personalização de itens. 

Fulfillment

Essa modalidade permite que o lojista tenha um estoque terceirizado fora do seu escritório.  Nela, o lojista contrata uma empresa que oferece o local para armazenar os itens do comércio eletrônico. O grande diferencial da categoria é que, após a venda, os produtos são enviados pela empresa terceirizada. 

A vantagem é que o vendedor se envolve apenas com a primeira etapa da gestão do estoque, ou seja, com o pedido para o fornecedor, no entanto não deve se envolver com a logística necessária para remeter a encomenda ao endereço dos clientes.

Sob encomenda

O estoque sob encomenda, por sua vez, também funciona com uma parceria entre o vendedor e o fornecedor. Nesse caso, o vendedor comercializa os itens sem tê-los comprado previamente, mas é o responsável pelo envio para o endereço dos clientes.

Mas como isso funciona na prática? É simples: após o consumidor ter concretizado a compra no e-commerce, o gestor entra em contato com o fornecedor e faz a encomenda. Ela será entregue para o responsável do e-commerce, que fará o trâmite com a transportadora ou com os Correios.

Negociação à prazo

Por fim, a negociação à prazo nada mais é do que uma condição de pagamento mais alargada combinada entre o empreendedor e o fornecedor. Num e-commerce tradicional, o lojista deve pagar o valor total das mercadorias antes mesmo de recebê-las.

No entanto, na negociação à prazo esse tempo de pagamento é ampliado, dando a possibilidade do vendedor comercializar os itens e, com o dinheiro das vendas, pagar a conta do fornecedor. 

Como criar loja virtual sem estoque?

Como você viu, existem muitas possibilidades para quem quer criar uma loja virtual sem estoque. Em algumas delas, toda a gestão do envio é feita pelo fornecedor, enquanto em outras, o fornecedor se envolve somente com algumas etapas. Acima de tudo, a escolha da modalidade depende bastante do mercado em que a loja está inserida.

Se você quer investir no setor do comércio eletrônico e acredita que a modalidade sem estoque é a ideal para seu negócio, deve ponderar alguns pontos e seguir alguns passos. Veja aqui 7 itens para considerar antes de colocar seu e-commerce no ar: 

1. Escolha um nicho de atuação

A escolha do nicho do comércio eletrônico é um ponto fundamental tanto para lojas virtuais sem estoque quanto para lojas com estoque. Não cometa o erro de abrir um e-commerce sem ter definido o setor de mercado que você está se propondo a atender. Embora a internet seja a terra das oportunidades, nela só cresce quem estuda e se planeja.

Da mesma forma como um e-commerce pode atender o Brasil inteiro, também precisa lidar com a concorrência de todo o país, exigindo que a venda online seja especializada. Por isso, é necessário escolher o nicho de atuação da marca e trabalhar em pontos de diferenciação que possam destacá-la de todos os competidores.

 

2. Encontre fornecedor para a loja virtual

Não é exagero dizer que o fornecedor de uma loja virtual sem estoque tem um papel de sócio. É claro que no contrato as funções são separadas, cada um com a sua empresa, mas na prática a qualidade do serviço do fornecedor influencia muito na possibilidade de crescimento do e-commerce.

Por isso, o fornecedor escolhido deve ser disponível e ter condições de fazer o envio das mercadorias com agilidade. Afinal, o cliente estará esperando pela encomenda. Da mesma forma, os produtos precisam ter qualidade, aumentando as chances de recomendação, recompra e, é claro, de fidelização. 

3. Desenvolva um planejamento sólido

O planejamento é uma parte essencial para o sucesso do negócio, mas, mesmo assim, muitos empreendedores o deixam de lado. O mesmo vale para o plano de negócios e para o plano de marketing. Em síntese, para trabalhar em parceria com um fornecedor, você deve ter clara as funções e responsabilidades de cada uma das partes.

Antes de fechar o contrato, converse e alinhe tudo o que é importante para você. Veja se esse fornecedor tem condições de atendê-lo no prazo necessário e, além disso, confirme a qualidade dos produtos que você estará vendendo. Lembre-se que é o seu nome que estará em jogo. 

4. Negocie o prazo com o fornecedor

Nem todos os fornecedores estão preparados para trabalhar em comércios eletrônicos sem estoque. Alguns têm capacidade apenas para vender por atacado, enquanto outros não contam com estrutura para suportar a logística do envio das encomendas. Porém, alguns não querem perder a venda e se comprometem com essas funções.

É claro que em algum momento isso vai influenciar na qualidade do serviço prestado. E o seu cliente não vai querer saber se a culpa é sua ou do fornecedor – ele comprou de você! Por isso, negocie o prazo com o fornecedor e explique exatamente o que você espera do trabalho dele. 

5. Mantenha um bom fluxo de vendas

Quem trabalha com comércio eletrônico não pode esperar que os clientes cheguem por iniciativa e vontade própria. É preciso investir em campanhas de comunicação e de marketing tanto nas redes sociais quanto em buscadores de conteúdo como o Google, por exemplo. 

Isso é o que vai garantir o fluxo de vendas e o crescimento de seu e-commerce a curto, médio e longo prazo. E, quanto mais você vender, mais alinhada vai ficar a sua relação com o fornecedor escolhido. 

6. Conte com um bom ERP

Os ERPs são fundamentais para otimizar funções corriqueiras do dia a dia de um comércio eletrônico. Por isso, contar com esses recursos é um investimento e não um custo. Com eles, você pode automatizar a emissão de notas fiscais, por exemplo, e ter um controle muito mais assertivo das entradas e saídas de dinheiro.

Embora isso possa ser feito de forma manual, demanda muito tempo e, mais do que isso, também aumenta o risco de erros, pois há o fator humano. Lembre-se que um bom ERP rende tanto quanto um funcionário competente! 

7. Estude bem o estoque do seu fornecedor

Por fim, temos que lembrar de conhecer o estoque de seu fornecedor. O risco de vender sem ter estoque próprio é, no fim das contas, não poder contar com o estoque do fornecedor, seja por estar esgotado ou por ele já ter se comprometido com outros vendedores que operem com maior volume ou paguem mais.

Por isso, verifique se ele tem as quantidades a pronta entrega e se poderá contar com o seu serviço assim que a venda for feita. Além disso, alinhe qual é a quantidade máxima de produtos que você pode comercializar numa única operação, para não se comprometer com valores acima do que ele tem guardado.

Plataforma para criar loja virtual sem estoque

Sem dúvidas, criar loja virtual sem estoque pode ser uma boa possibilidade para empreendedores que querem começar a vender sem investir um valor inicial considerável. Vale ponderar que a contrapartida para essa escolha é contar com fornecedores realmente comprometidos e que vão honrar com o acordado entre as partes.

Desta forma, a loja tem condições de se consolidar no mercado virtual e de conquistar cada vez mais consumidores. Depois de saber das vantagens da loja sem estoque, você pode estar se perguntando qual é a melhor plataforma para criar o e-commerce nessa modalidade. 

E aqui vai nossa indicação de sempre: a Simplo 7 é uma plataforma completa, com excelente custo benefício e que oferece todas as funções necessárias para empreendedores em todos os estágios das vendas. Ou seja: a plataforma agrega desde empreendedores iniciantes até vendedores experientes, com alto volume de produtos e de transações. Confira aqui as principais funções:

  • Configuração do layout
  • Integração com automatizações como Bling, Tiny e Google Analytics
  • Recuperação de carrinho
  • Chat online
  • Newsletter 
  • Pop-up de saída
  • Pesquisa de satisfação
  • Cupom de desconto
  • Relatórios
  • Formas de entregas variadas
  • Múltiplos meios de pagamento 

Agora que você já sabe tudo sobre a loja virtual sem estoque, que tal ler mais sobre a relação com os fornecedores? Sem dúvidas, a escolha do fornecedor tem um impacto muito grande nos resultados do negócio e na satisfação dos clientes. Afinal, preço, agilidade e qualidade são fatores que influenciam na recompra, não é mesmo?