O consumidor moderno tem buscado cada vez mais as soluções e comprado pela internet. Segundo o levantamento do e-bit, pela primeira vez na história do e-commerce brasileiro, o número de pedidos ultrapassou os 50 milhões (dados do primeiro semestre de 2017). Mais pessoas comprando exige uma abordagem mais eficiente por parte dos lojistas, que têm como aliado o marketing digital para e-commerce.

Em linhas gerais, trata-se do conjunto de metodologias, práticas e ferramentas capazes de atrair os e-consumidores, reforçar o relacionamento, gerar conversões e mensurar resultados. No post de hoje, vamos apresentar as soluções disponíveis, suas principais características e benefícios. Acompanhe!

Como planejar a campanha de marketing digital para e-commerce?

O passo inicial é planejar as ações, definindo pontos como a linguagem que será utilizada, o cronograma, os objetivos e metas. Para isso, é fundamental conhecer o negócio, o público-alvo e entender como seus produtos podem solucionar uma necessidade de mercado.

Nessa fase, é importante procurar informações relevantes sobre seu nicho de atuação, a concorrência e possíveis tendências, bem como seu impacto no curto e médio prazos. A partir daí, será possível direcionar os esforços da empresa para alcançar esses objetivos e criar um diferencial para seus produtos/serviços. 

Quais recursos utilizar?

Os investimentos em divulgação nem sempre estão relacionados ao capital da empresa, uma vez que algumas estratégias exigem tempo para planejar, criar, monitorar e aperfeiçoar seus esforços. Entre as possibilidades, podemos destacar:

SEO (Search Engine Optimization)

É a otimização de páginas por meio do conteúdo publicado em textos nos sites ou blogs. Quando um usuário faz uma pesquisa nos buscadores, pode encontrar seu e-commerce por meio das palavras-chaves (keywords) usadas nas buscas. A partir do SEO, é possível melhorar os resultados orgânicos nos mecanismos de buscas, gerar conversões e estreitar a relação com os clientes.

O Google leva em consideração pontos como:

  • qualidade do conteúdo;
  • relevância e quantidade das palavras-chave;
  • tamanho;
  • título e intertítulos;
  • URL amigável;
  • tags;
  • imagens otimizadas.

É importante utilizar recursos como o Google Trends para avaliar a incidência das palavras-chave.

E-mail marketing/newsletter

De acordo com o MarketingSherpa, 72% dos consumidores acreditam que o  e-mail é o melhor canal para receber alguma comunicação das companhias e marcas. É um percentual bem expressivo para não adotar uma estratégia de newsletter, mas focada em gerar uma base de contatos, e não em comprar listas pagas.

Procure oferecer algo em troca para que o usuário que acesse o site/blog assine a newsletter, como conteúdo específico (download de e-book, webnar, infográficos, reviews, entre outros).

Em relação ao conteúdo enviado, opte por diferentes tipos além das ofertas, dando preferência por informar o cliente de acordo com seu nicho. Promoções, reviews de produtos, notícias relacionadas ao seu campo de atuação, confirmação de compra são alguns dos e-mails marketings que o negócio pode enviar.

Adwords

São os anúncios em forma de links na lateral e acima dos resultados das buscas no Google e na rede de sites parceiros (rede de displays). Trata-se do principal serviço de publicidade da marca, cuja base também são as palavras-chave. O anunciante determina o valor pago por clique (CPC) ou por mil impressões (CPM).

Anúncios nas redes sociais

As redes sociais são uma forma de conversar com o consumidor, responder seus questionamentos, divulgar a marca, promoções e ofertas, entre uma infinidade de ações benéficas para o e-commerce.

Considere as ferramentas Facebook ADS, Twitter ADS e Instagram ADS, os sistemas de anúncios nas principais redes sociais. A vantagem aqui é que os anúncios são publicados na timeline dos usuários, semelhante às postagens de perfis que eles já seguem. Também oferecem a possibilidade de pagamento por abrangência da campanha, por clique, visualizações, além da medição de resultados para aperfeiçoar a estratégia.

Influenciadores digitais

São personalidades ou grupos que ficaram populares nas redes sociais por criarem conteúdos que chamam a atenção de seus seguidores e geram engajamento, e seu público pode ser influenciado por suas postagens.

O negócio pode se valer dessa popularidade se os influenciadores citarem a marca, usarem produtos e recomendarem a loja virtual para seu público. Como eles utilizam várias plataformas, o impacto positivo é maior, em especial, nas conversões.

Remarketing

Refere-se às abordagens para trazer de volta um consumidor que acessou o e-commerce e saiu sem efetuar a compra. As ferramentas de remarketing identificam o IP dos usuários e disparam anúncios com ofertas nos buscadores e na rede de displays do Google ou enviam mensagens para o e-mail cadastrado (se houver).

A ideia aqui é estimular o retorno do cliente, oferecendo oportunidades para que ele conclua a compra, aumentando, assim, a taxa de conversão e reduzindo a taxa de abandono.

Por que segmentar leads?

Não basta apenas gerar potenciais clientes (leads) se não houver o direcionamento para que eles finalizem a compra. O primeiro passo é segmentá-los por meio de filtros que os identifiquem. Dessa forma, os gestores têm uma lista dinâmica para criar ações de marketing bem direcionadas.

Considere os seguintes pontos para a segmentação:

  • poder aquisitivo;
  • região;
  • área de atuação e/ou cargo;
  • interesses;
  • necessidades de momento, entre outros.

Com a segmentação, é possível criar fluxos de nutrição bem direcionados, com uma linguagem própria e capaz de gerar mais conversões. É fundamental oferecer uma boa experiência de compra, buscar a comunicação em todas as fases da compra e compreender suas necessidades, procurando adaptar a comunicação de acordo como perfil do consumidor.

Por que acompanhar a execução do trabalho?

Acompanhar métricas de cada ação são fundamentais para tomar decisões adequadas às necessidades do negócio. Ocorre que, quanto mais cedo for detectada uma dificuldade ou problema, menor será o impacto negativo. O mesmo vale para uma oportunidade, quanto mais cedo for identificada, melhores serão os resultados.

Os gestores devem identificar os KPIs (Key Performance Indicator), que são as métricas mais interessantes para o negócio, e determinar com que frequência serão analisadas. Essa escolha não deve ser feita a esmo, e sim conforme o mercado, os objetivos e a realidade da empresa.

As métricas vão servir, por exemplo, para o diagnóstico e a previsão de conversões/vendas. São importantes ferramentas do marketing digital para e-commerce e não devem ser deixadas de lado. No mais, boas conversões!

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