As vendas mobile têm crescido no e-commerce brasileiro. De acordo com o 37º relatório Webshoppers, 27,3% das transações em 2017 foram feitas por meio de smartphones ou tablets. É mais de um quarto de todas as vendas no ano no mercado virtual brasileiro, cujo faturamento ultrapassou os R$ 53,5 bilhões.

O crescimento dos resultados a partir de dispositivos móveis não é o único motivo para que as lojas se preparem. Caso seu cliente não consiga acessar às páginas e tenha facilidade em encontrar o que precisa, vai procurar a concorrência e pode até reclamar nas redes sociais.

No post de hoje, vamos elucidar alguns pontos importantes para manter a loja virtual amigável. Boa leitura!

1. Adote o layout responsivo

A maioria das plataformas já apresenta uma estrutura responsiva, em que o site consegue se adaptar ao navegador do visitante. Elas utilizam em suas linguagens Java ou estruturas HTML e CSS, que tornam o layout flexível, capaz de se adaptar às diferentes resoluções e modificar o processamento da página no aparelho.

A loja virtual identifica as dimensões do dispositivo e faz o ajuste dos elementos da página para enquadrá-los na tela do dispositivo utilizado.

2. Possibilite a boa Experiência do Usuário (EU)

Mais do que um layout responsivo, o site precisa explorar positivamente a Experiência do Usuário. Isso quer dizer que todos os elementos devem ser pensados para favorecer a compra. Vamos a eles:

Carregamento rápido

O Google PageSpeed Developers recomenda que as páginas não demorem mais do que dois segundos para serem carregadas. Um tempo maior do que esse leva a uma alta taxa de rejeição e a possibilidade de redução de mais de 10% na taxa de conversões por segundo.

Os usuários estão mais exigentes quanto ao tempo e não querem mais esperar. Portanto, evite scripts e imagens pesadas.

Campo de pesquisas otimizado

Tudo o que puder fazer para facilitar o acesso do cliente vai lhe ajudar a gerar mais vendas mobile. Por isso, é importante que a busca funcione e conduza o cliente à página dos produtos. Facilite a segmentação de produtos conforme preço, tamanho, marca, cores, entre outros fatores.

Fontes e botões adaptáveis

Os botões precisam estar nítidos e bem localizados, além de serem capazes de expandir ou reduzir de tamanho sem perder a qualidade da imagem. Procure ajustar menus, cores e fontes para não causar confusão. 

Crie um botão em todas as páginas para que o usuário possa retornar à página inicial.

Atenção aos produtos e suas descrições

Comece pelas imagens, que, obrigatoriamente, devem se adaptar a todos os tipos de telas, bem como ser nítidas e fiéis aos produtos. A ferramenta de zoom é indispensável, uma vez que permite que os visitantes vejam os mínimos detalhes.

Descrições precisam ser completas, com dimensões, peso e demais especificidades. Evite informar o que o produto não faz e permita que seus clientes escrevam reviews.

Login social

O login social se vale das informações dos perfis das redes sociais para o preenchimento de formulários. Cadastros longos podem fazer o cliente desistir da compra. Por isso, utilize essa ferramenta para não perder clientes.

3. Tenha cuidado com o conteúdo

Até mesmo o conteúdo produzido e as peças publicitárias devem se ajustar a todos os tipos de tela. Imagine o seu cliente lendo um artigo escrito por você e não conseguindo acompanhar as imagens? Ou não conseguindo acompanhar um link que leva a um desconto? Não será algo positivo para a marca e já mencionamos que isso pode gerar reclamações.

4. Pense mobile

Não há mouse, pois seu cliente usa as mãos para tudo. Isso não pode sair da sua cabeça ao repensar toda a sua estrutura caso o layout não seja amigável. Além disso, o e-commerce deve oferecer um ambiente seguro, com os mais avançados recursos de segurança para dispositivos móveis. 

Procure facilitar o check-out ali mesmo, uma vez que seguir para outra página ou aplicação pode aumentar a taxa de rejeição. Se o cliente não finalizou, opte pelo remarketing específico para esse tipo de cliente. No mais, boas vendas mobile!

Gostou do que leu? Aproveite e leia também nosso próximo post, que trata dos erros de segurança cometidos pelas lojas virtuais. Até a próxima.